JerusalémO ministro israelense da Defesa, Binyamin Ben Eliezer, afirmou ontem que a cidade de Nablus, no norte da Cisjordânia, cujo centro foi novamente ocupado pelo exército israelense, é a ''capital do terrorismo''.
''Nablus é a capital do terrorismo, de onde saem os camicases e os autores de atentados contra os israelenses'', disse Ben Eliezer à televisão estatal.
''Todas as organizações terroristas estão representadas em Nablus'', adiantou Ben Eliezer para justificar a ocupação, na noite de quinta-feira, do centro dessa cidade por unidades de elite da infantaria apoiadas por helicópteros.
Membro do Hamas mortoMilitares israelenses mataram o palestino Amajad Jabur, integrante do movimento de resistência islâmica Hamas, no povoado de Salem, perto de Nablus, na madrugada de ontem, de acordo com testemunhas.
Outras mortesSoldados israelenses mataram quatro palestinos na madrugada de ontem, sendo três na região de Nablus (Cisjordânia) e um na Faixa de Gaza, em uma série de operações realizadas menos de 48 horas depois de um atentado suicida cometido na Universidade Hebraica de Jerusalém.
Quase 80 tanques e blindados de transporte de tropas entraram na parte antiga da cidade, segundo as mesmas fontes.
O porta-voz das forças israelenses confirmou que se tratava de uma operação de grande envergadura. ''Nablus é um centro de operações terroristas'', afirmou, fazendo referência aos recentes atentados nos quais dez pessoas morreram desde a última terça-feira.
Hamas ''lamenta''Um alto responsável do Movimento de Resistência Islâmica palestino (Hamas), Abdelaziz al-Rantissi, afirmou ontem que seu movimento lamenta a morte de norte-americanos e outros estrangeiros no atentado cometido quarta-feira na Universidade Hebraica de Jerusalém.

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