Na Venezuela, tribunal ordena o adiamento
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quinta-feira, 25 de maio de 2000
Agência Estado De Caracas 
E a megaeleição da Venezuela acabou em megafiasco. Alegando total insuficiência técnica do sistema de apuração do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o Tribunal Supremo de Justiça deliberou ontem pelo adiamento das eleições que seriam realizadas neste domingo. A nova data poderá ser marcada para daqui a três semanas ou, no máximo até 25 de junho.
Esse foi o desfecho de uma trama na qual desfilaram ameaças de golpe de Estado, supostas conspirações da elite com os Estados Unidos e um personagem central: a desorganização.
Aprovadas em dezembro, quando a Assembléia Nacional Constituinte sancionou a nova Carta do país fruto da revolução bolivariana do presidente Hugo Chávez as megaeleições iriam renovar nada menos do que 6.241 cargos eletivos do país, do presidente da república a governadores, congressistas, prefeitos e vereadores, tendo na disputa 36 mil candidatos.
O fiasco pode manchar indelevelmente o governo de Chávez e, eventualmente, tornar mais difícil sua reeleição para um mandato de seis anos. Favorito nas pesquisas contra o também ex-golpista Francisco Arias Cardenas, Chávez experimentava uma tendência decrescente nos últimos dias e mais um mês de trégua eleitoral pode ser um perigoso interregno.


