Associated Press
Barcos, helicópteros e motocicletas estão sendo usados para retirar milhares de moradores da costa caribenha da Venezuela, área de maior desastre provocado pelas inundações e deslizamentos que já mataram pelo menos 650 pessoas. Mais de 7 mil pessoas estão desaparecidas e supostamente mortas no pior desastre natural deste século nesse país sul-americano. Outras 200 mil estão desabrigadas.
Ontem, centenas de sobreviventes esforçavam-se para levar os poucos pertences que conseguiram salvar e andavam com dificuldades nas praias cobertas de lama no principal porto do país e aeroporto de onde eles podiam partir para outras partes da Venezuela.
O presidente Hugo Chávez disse à imprensa na noite de sábado que ‘‘mais de 500 corpos estavam num centro de recolhimento. E um navio venezuelano recolheu mais de 50 cadáveres no mar’’, no devastado Estado de Vargas, ao norte da capital, Caracas.
O governo venezuelano decretou o toque de recolher no estado para evitar saques e roubos de casas abandonadas.
Gelo e cal estão sendo usados para tornar mais lenta a decomposição dos corpos, a maioria ainda não identificados. Os enterros foram adiados pelo fato de a maioria dos cemitérios da região estar coberta por metros de lama. A maior parte das vítimas foi soterrada sob a avalanche de lama ou levada pela correnteza na quarta e quinta-feira da semana passada, quando chuvas torrenciais lavaram a área costeira central da Venezuela.

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