Nova York - A pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições no Brasil, a presidente Dilma Rousseff usou cerca de metade de seu discurso de 24 minutos na abertura na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, para falar sobre temas internos, dizendo que seu governo "assumiu a responsabilidade" de combater a corrupção no País e destacando avanços sociais dos "últimos 12 anos", de governo do PT. "A história mostra que só existe uma maneira correta e eficiente de combater a corrupção: o fim da impunidade com o fortalecimento das instituições que fiscalizam, investigam e punem atos de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros", disse Dilma, em meio ao escândalo da Petrobras. "Essa é a responsabilidade de cada governo. Responsabilidade que nós assumimos, ao fortalecer nossas instituições", completou, em referência ao trabalho feito pela Polícia Federal.
Dilma disse ainda que o governo manteve a solidez fiscal diante da crise e "continuou a distribuir renda, estimulando o crescimento e o emprego, mantendo investimentos em infraestrutura". "Não descuramos da solidez fiscal e da estabilidade monetária e protegemos o Brasil frente à volatilidade externa", disse. "Resistimos às suas piores consequências: o desemprego, a redução de salários, a perda de direitos sociais e a paralisia do investimento", afirmou.
A presidente defendeu o controle da inflação no País, que está no teto, dizendo que a taxa "tem se situado nos limites da banda de variação mínima e máxima fixada pelo sistema de metas em vigor no País". Dilma, contudo, admitiu que a crise global atingiu o Brasil, "de forma mais aguda, nos últimos anos". "Tal fato decorre da persistência, em todas as regiões do mundo, de consideráveis dificuldades econômicas, que impactam negativamente nosso crescimento", afirmou.

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