Um intenso tiroteio ocorria na madrugada de ontem diante do Congresso paraguaio, no centro de Assunção, com os tanques supostamente em poder dos militares rebeldes disparando seus canhões.
Os disparos dos tanques eram acompanhados por rajadas de metralhadoras e de outras armas automáticas. O fornecimento de energia elétrica ao centro da cidade foi cortado por determinação das autoridades, deixando a região do Congresso âs escuras.
Fontes ligadas ao governo revelaram que tropas da Marinha leais ao presidente Luis González Macchi cercavam a sede do Palácio do Governo, enquanto unidades militares em Villarrica e Concepción manifestavam seu ‘‘apoio à democracia’’. Antes do início do tiroteio, González Macchi havia pedido o apoio da população para ‘‘defender a Constituição e as instituições’’.
González Macchi, junto ao presidente do Congresso e seus ministros, pediu o apoio da população para esta ‘‘batalha definitiva’’ na defesa da democracia.
Os embaixadores da União Européia em Assunção se reuniram logo após a notícia da rebelião e o embaixador espanhol, Federico García Valdecazas, disse que ‘‘se há uma tentativa de golpe, ela será condenada de maneira muito firme’’.

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