Na Bolívia, exército fica de prontidão
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de junho de 2005
Agência Estado 
La Paz - O Exército da Bolívia está de prontidão, esperando que os congressistas apontem o sucessor do presidente Carlos Mesa, que ofereceu sua renúncia no início da semana. Apesar das notícias de fortes movimentos de tropas, os soldados ainda não receberam ordens para intervir em sete campos de petróleo e gás tomados pelos manifestantes, de acordo com uma porta-voz do Ministério da Energia da Bolívia.
''Não há planos de enviarmos o exército'', afirmou a porta-voz. Os militares ''estão esperando a designação de um novo presidente'', completou. Um funcionário da Câmara de Hidrocarbonetos, em Santa Cruz, disse que durante o dia redes de televisão exibiram movimentos de tropas nacionais, com maior concentração nas cidades de La Paz, Cochabamba e Santa Cruz.
Dependendo da decisão do Congresso, e da reação dos manifestantes, ''é provável que os militares imponham um estado de emergência para restabelecer a ordem, pondo fim aos bloqueios de estradas e à ocupação dos campos de petróleo'', especulou o funcionário da Câmara de Hidrocarbonetos.
No entanto, os militares enviaram apenas 50 soldados para cada campo de petróleo ocupado, com o intuito de monitorar a situação. ''Eles estão tentando convencer os manifestantes a não tocar em nada ou cometer alguma loucura'', acrescentou.


