Cerca de 3,6 milhões de eleitores foram convocados para ir às urnas no domingo na Bolívia para eleger o presidente da República, o vice-presidente, os governadores das nove províncias do país e os 130 deputados e 27 senadores que irão compor o Congresso.
O voto no país é obrigatório e, segundo pesquisas, 11,6% dos eleitores ainda não decidiram em quem votar. O voto dos indecisos será fundamental para o processo, já que nenhum dos candidatos à Presidência deve obter a maioria absoluta. Por isso, a eleição do presidente deve ser levada ao Congresso.
O vencedor do pleito assumirá a Presidência em janeiro e será o quarto presidente no país em menos de três anos. O líder cocaleiro Evo Morales aparece como favorito na disputa, com uma proposta que obteve o apoio da maioria pobre e indígena do país. Morales prega a independência dos interesses estrangeiros e a rejeição aos esforços dos Estados Unidos para erradicar o plantio e o cultivo de coca.
De acordo com uma pesquisa do jornal ''La Prensa'', Morales aparece em primeiro com 34,2% das intenções de voto, seguido de Jorge Quiroga, conservador de direita, com 29%.

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