São Paulo - A luta pelo combate da gripe aviária nos países do sul da Ásia vai custar ao menos US$ 102 milhões nos próximos dois ou três anos, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) ontem, no segundo dia de reuniões entre representantes desses países, que discutem a doença em um congresso realizado em Brisbane, Austrália.
''Se a doença sair do leste da Europa e alcançar a África, então os fundos de emergência terão que ter US$ 75 milhões a mais'', afirmou Subhash Morvaria, representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) da Tailândia.
Morvaria afirmou que a luta dos países asiáticos contra a gripe aviária é uma ''linha-chave'' do combate à doença e da prevenção da mutação do vírus H5N1 considerada a variante mais agressiva que pode, com uma eventual mudança, passar a infectar humanos a partir de outros humanos. Atualmente, seres humanos só se contagiam em contato com aves.
Na noite de ontem, o ministro australiano das Relações Exteriores, Alexander Downer, pediu tranquilidade frente aos temores de disseminação mundial da gripe aviária. ''Não há necessidade de pânico nesse estágio e não precisamos exagerar os riscos'', afirmou.
Os governos do Vietnã e do Camboja ambos países onde houve registro de mortes de humanos por conta da gripe aviária pediram ontem por ajuda financeira e técnica para combater a doença.

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