Música e panetone marcam passagem de ano em Roma
Agência Estado
De Roma
Música, panetone e queima de fogos vão marcar a passagem de ano em Roma, que recebeu menos turistas que o esperado. Reafirmando seu perfil sacro e profano, a cidade promove espetáculos de músicas religiosa, clássica e rock ao ar livre, apesar do frio. Em igrejas do centro e do Pantheon, um dos monumentos mais visitados, haverá concertos de música sacra. Tudo é grátis.
De um lado do Rio Tibre, que corta a capital, está programada festa na Praça de São Pedro com gospel e pop, orações e a bênção urbi et orbi do papa, à meia-noite. Do outro lado, na Praça del Popolo, uma das maiores e mais bonitas, haverá um megashow de rock. No encerramento, fogos de artifício do alto da Vila Borghese.
Na Praça do Quirinal, sede da presidência da república, num palco aquecido, a orquestra, regida pelo maestro Giuseppe Sinopoli, apresentará Beethoven e Rossini. Entre os 4.000 espectadores previstos estará o presidente Carlo Azeglio Ciampi.
Vermelho Numerosos italianos vão esconder sob seus elegantes trajes para as festas de São Silvestre roupa de baixo de cor vermelha, como um augúrio de boa sorte, cumprindo uma antiga tradição.
Tanto as lojas especializadas como os grandes magazines colocam em suas vitrines provocantes cuecas, biquinis, sutiãs, corpetes, ligas de cor vermelho-escarlate.
O vermelho representa a alegria e a vitalidade, é uma cor que traz boa sorte desde a antiguidade, explicou à imprensa Mara Parmegiani Alfonsi, historiadora de costumes.
Para a especialista, o costume de usar roupa interna vermelha para o réveillon chegou dos Estados Unidos no final da Segunda Guerra Mundial, por volta de 1947 e se estendeu ao longo dos anos em todo o país.





