Os dias do regime taleban, no poder no Afeganistão, estão ''ao que parece'' contados, estimou ontem o presidente do Paquistão, o general Pervez Musharraf, em uma entrevista concedida à BBC, de Islamabad.
Por outro lado, os grupos islamitas radicais do Paquistão criticaram ontem as declarações do presidente Pervez Musharraf, que anunciou domingo uma intervenção rigorosa contra as escolas religiosas (madrassa) que difundem ''o terror e o ativismo''.
A maior escola corânica do país, Jamia-ul-Uloom-ul-Islamia, classificou de ''lamentáveis'' as declarações do general Musharraf, entrevistado pelo canal de televisão norte-americano CNN.
''Mais uma vez rechaçamos as afirmações de que os seminários pregam o ódio ou oferecem um treinamento armado'', declarou à AFP o porta-voz dessa escola, o mufti Mohammad Jamil.
Por sua vez, Ghafur Ahmed, número dois do Jamaat-i-Islami, o partido fundamentalista mais importante do Paquistão, acusou o presidente de ceder ante Washington. ''Nestes dias, qualquer declaração de Musharraf é pronunciada sob a pressão dos Estados Unidos, que buscam erradicar a cultura das madrassa, mas isto está aqui para ficar'', disse.
OposiçãoOs líderes da oposição afegã ao regime taleban e os comandantes militares definiram em Roma a criação de um ''Conselho supremo de União nacional do Afegnaistão'', segundo um comunicado divulgado ontem por fontes ligadas ao ex-rei afegão Mohammed Zaher Shah.

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