O Sol, a Terra e a Lua vão se encontrar no primeiro eclipse total da Lua no novo milênio, que acontece na próxima terça-feira, quando a Europa Ocidental presenciará, nas primeiras horas da noite, um espetáculo magnífico, se as condições meteorológicas estiverem boas.
Este fenômeno relativamente raro não acontece mais de uma ou duas vezes por ano e sempre ocorre na Lua Cheia, enquanto a Terra, o Sol e a Lua estão perfeitamente alinhados. Ao contrário dos eclipses solares, afeta, ao mesmo tempo, grande parte do planeta e durará no total três horas e quinze minutos.
O eclipse poderá ser observado na Europa, na Ásia e na África. Do outro lado do Atlântico, apenas os habitantes do nordeste da América do Norte e do noroeste da América do Sul poderão observar uma parte do eclipse (que acabará no momento em que a Lua se elevar), também poderá ser visto no Alasca, onde, assim como na Austrália, o fenômeno será visto quando a Lua começar se esconder.
O eclipse poderá ser visto nas regiões polares boreais, principalmente na Groelândia, mas não será visto no Polo Sul. Quando entrar no cone de sombra da Terra, a Lua ficará invisível, mas não oculta, como acontece com o Sol durante seus eclipses.
É impossível saber exatamente a cor que terá a Lua, que depende da composição da atmosfera terrestre (quantidade de pó, poluição etc) e da distância entre a Terra e a Lua.
Quase em seu perigeu (o ponto de sua órbita mais próximo da Terra), a Lua deverá ter, durante o eclipse, um tom vermelho escuro, possivelmente com uma zona sombreada de cor acizentada e com matizes de amarelo claro. Por outra parte, um pouco antes e depois de entrar na zona de penumbra, nosso satélite parecerá mais luminoso do que de costume.
Os eclipses do Sol precedem ou se seguem aos eclipses da Lua em umas duas semanas. Antes do fenômeno de terça-feira, foi possível observar um eclipse parcial do Sol no continente americano, em 25 de dezembro passado.
Depois deste eclipse da Lua, durante dois anos apenas haverá eclipses parciais. Os próximos eclipses totais poderão ser vistos na Europa Ocidental em 16 de maio de 2003 (um pouco abaixo do horizonte, o que dificultará a visão) e em 9 de novembro desse mesmo ano (em condições mais favoráveis).

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