O atentado de ontem em Tel Aviv foi condenado por unanimidade no mundo inteiro. Em Helsinque, onde Bill Clinton se encontrou com Boris Yeltsin, a Casa Branca condenou o ato de violência como, segundo o porta-voz da Presidência David Johnson, ‘‘o farão todos os partidários da paz’’. ‘‘A violência não tem lugar na solução dos conflitos’’, afirmou. Na saída da reunião com Yeltsin, Clinton pediu à Autoridade Palestina que desse todos os passos possíveis para apagar o terror do processo de paz.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu aos palestinos que intensifiquem seus esforços para superar os obstáculos atuais. Londres criticou o ato ‘‘sem reservas’’. Roma declarou ‘‘profunda consternação’’ e que o atentado ‘‘não pode ser justificado por nada’’. Na Alemanha, o ministro das Relações Exteriores, Klaus Kinkel, condenou o atentado ‘‘com a maior firmeza’’. Kinkel se disse ‘‘horrorizado e indignado’’.
Do Cairo, a Liga árabe deplorou o ataque, embora tenha afirmado que é resultado da política de Israel. Moscou disse que o atentado foi uma ação criminosa injustificável; a Turquia e o Brasil também se manifestaram.
Já o Hezbollah libanês pró-iraniano cumprimentou a realização do ataque. ‘‘Os povos árabe e muçulmano farão fracassar todos os acordos que tenham como objetivo dar de presente a terra da Palestina’’, informou.

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