Mundo reage bem e reclama prudência
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quarta-feira, 09 de abril de 2003
France Presse 
Paris Dirigentes de países do mundo inteiro aplaudiram, ontem, a queda do regime iraquiano. O momento é ''histórico'' mas é preciso manter ''maior prudência'', porque ''a guerra não terminou'', declarou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. ''Estamos ainda em plena intervenção militar e, em consequência, ainda há vidas ameaçadas'', disse.
O presidente do governo espanhol, José María Aznar, outro fiel aliado de Washington, assinalou que a tomada de Bagdá pelas forças americanas representa um ''momento histórico. Comparou a queda de Bagdá à do muro de Berlim, em 1989, referência também usada pelo primeiro-ministro polonês, Aleksander Kwasniewski, e o secretário americano da Defesa, Donald Rumsfeld.
Vários dirigentes, no entanto, preferiram destacar a importância que devam ter a ONU e a União Européia no processo de reconstrução do Iraque. Essa questão deve ser tema da reunião de amanhã à noite, em São Petersburgo (noroeste da Rússia), entre o chanceler alemão, Gerhard Schroeder, e os presidentes russo e francês, Vladimir Putin e Jacques Chirac, respectivamente, que lideram a oposição à guerra.
O ministro kuwaitiano de relações exeriores, xeque Mohammad Sabá al Salem, afirmou que a ONU é a organização mais apropriada para cuidar da administração do Iraque. ''Enquanto não existir um governo iraquiano, queremos que o papel principal seja da ONU'', afirmou.
Nesse mesmo sentido se expressaram o Egito, a Arábia Saudita e a Jordânia, que exigiram que os iraquianos escolham eles mesmos seu governo e se opuseram às pretensões americanas de instalar uma administração provisória.
Presença do Brasil O ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, assegurou ontem que o Brasil quer participar da reconstrução do Iraque, sob o patrocínio da Organização das Nações Unidas (ONU).
Empresas brasileiras poderiam participar na área de serviços, engenharia e construção civil.


