France PresseDevastaçãoSobreviventes do tremor de terra ficam completamente desarvorados diante da tragédia que se abateu sobre suas casas Apesar de suas tensas relações com vários países, o Irã está tendo respostas positivas ao pedido de ajuda da comunidade internacional para enfrentar as consequências do terremoto de sábado, que deixou mais de 4.000 mortos, milhares de feridos e grandes danos numa ampla área do terço oriental do país.
O governo dos Estados Unidos, apesar de considerado pelas autoridades iranianas como ‘‘o inimigo número um’’, informou que está ‘‘pronto’’ para entregar ajuda humanitária ao Irã. Se receber um pedido, ‘‘daremos assistência através de uma organização não-governamental’’, afirmou um porta-voz da Casa Branca.
A Alemanha, cujas relações com o Irã passam por um momento difícil devido ao recente veredicto de um tribunal berlinense acusando as autoridades iranianas de terrorismo de Estado, se mostra disposta a dar sua ajuda.
Um avião fretado pela França com 39 toneladas de mantas, barracas, roupas e alimentos destinados às vítimas do terremoto saiu ontem de Paris para Mashad, capital da província de Jorassan (nordeste).
A Itália anunciou o envio imediato de 36 toneladas de medicamentos e produtos de primeira necessidade num valor de 330.000 dólares.
A Suécia afirmou que ‘‘pode desbloquear imediatamente um milhão de coronas (130.000 dólares) procedentes do fundo sueco para a ajuda humanitária internacional’’.
Cinco países árabes do Golfo Pérsico - Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita, Omã e Emirados árabes Unidos - anunciaram que enviarão ao Irã alimentos e medicamentos. O Egito, que rompeu suas relações com Teerã desde a revolução islâmica iraniana de 1979, enviará um avião de ajuda humanitária.
A Organização da Conferência Islâmica (OCI) pediu a seus 51 membros que ajudassem os iranianos ‘‘de acordo com o princípio de solidariedade islâmica’’.

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