O FMI e o Banco Mundial (Bird) iniciaram a assembléia anual conjunta reiterando o compromisso de diminuir a pobreza mundial. Do lado de fora do Centro de Congressos. A abertura foi feita pelo presidente tcheco, Vaclav Havel, com um chamado ao auge da espiritualidade, para fazer oposição a uma civilização global que considera ‘‘essencialmente atéia’’, e reestruturar o sistema de valores com o objetivo de construir um mundo melhor.
Os chefes do FMI e do Bird sustentaram que o objetivo de suas instituições é estender os benefícios da globalização, evitando que os países pobres sejam excluídos. O presidente do Bird, James Wolfensohn, disse que muitas das perguntas feitas pelos jovens que se manifestavam em frente ao prédio eram legítimas. ‘‘Eu abraço o compromisso das novas gerações com o combate à pobreza, mas acredito que a única forma de nos entendermos e avançar é nos tratando de forma construtiva e com respeito mútuo.’’
Carlos Massad, presidente do Banco Central do Chile, disse aos jornalistas, depois da sessão inaugural, que o FMI e o Bird ‘‘devem ouvir’’ o que as ONGs têm a dizer, mas que apenas os Governos, que são os acionistas, podem determinar a política das duas instituições.
A assembléia é assistida pelos ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais dos 182 países-membros das instituições de Bretton Woods, além de milhares de banqueiros e convidados especiais. O FMI disse ter registrado mais de 15 mil participantes, dos quais 1,7 mil são jornalistas.

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