São Paulo - Sete dias após o início dos intensos protestos e a escalada do massacre orquestrado pelo governo líbio, que enviou mais helicópteros e jatos de guerra para atirar contra os civis, o caos toma conta da Líbia nas ruas da capital Trípoli, de Benghazi e outras cidades, e diversos países fazem operações de emergência para retirar seus cidadãos do país.
A Human Rights Watch (HRW) diz que mais de 233 pessoas já morreram na Líbia e a Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH), estima entre 300 e 400 mortos. Não há números oficiais confiáveis e analistas indicam que o total de vítimas deve ser maior do que as estimativas das ONGs.
Centenas de pessoas tentam fugir do país e chegar ao Egito. A agência de refugiados da ONU (Organização das Nações Unidas) pediu aos vizinhos da Líbia para que não recusem os que estão fugindo da violência. Centenas de refugiados chegaram ao Egito em tratores e caminhões descrevendo uma onda de mortes e bandidagem provocada pela revolta.
Os relatos do agravamento da situação na Líbia chegam horas após o discurso do ditador Muamar Kadafi, há 42 anos no poder, que serviu para enfurecer ainda mais os manifestantes que exigem sua renúncia e soou alarmes à comunidade internacional que se atenta para a gravidade do que ocorre no país.
Ainda em reação ao seu pronunciamento e às agressões de Kadafi à população, o próprio organismo dos países da região, a Liga Árabe, reuniu-se emergencialmente em sua sede no Cairo e anunciou que a Líbia será excluída temporariamente das sessões do bloco.
A premiê da Alemanha, Angela Merkel, considerou ''muito assustador'' o discurso e exigiu das autoridades líbias, ''o fim da violência contra o próprio povo.''

mockup