São Paulo-A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou ontem que o mundo estará livre da Sars nas próximas duas ou três semanas. O diretor David Heymann espera que Taiwan e Toronto -as duas únicas áreas onde ainda é registrada transmissão do vírus- sejam liberadas na primeira semana de julho. Para uma região deixar a lista de transmissores, ela deve passar 20 dias consecutivos sem reportar novos casos.
A OMS já suspendeu todas as medidas de alerta que desaconselhavam viagens para áreas afetadas. ''Parece que já passamos pelo pico da epidemia em todos os países'', disse Heymann. ''Acreditamos que a Sars deixará as populações humanas.''
Se a epidemia ressurgir, como pode ocorrer na China no próximo inverno, seus efeitos serão ''menos severos'' por causa das precauções adotadas e da experiência adquirida, afirma o órgão. ''Algumas pessoas perguntam o que acontecerá se a Sars voltar em alguns meses ou se tornar uma doença sazonal, o que não sabemos. Porém, a OMS tem motivos para acreditar que se a Sars reaparecer até o final do ano, seu impacto mundial será menos severo do que durante a primeira epidemia'', afirmou a porta-voz Christine McNab.
No último balanço feito pela organização, há o registro de 8.460 pessoas infectadas em 29 países, dos quais 808 morreram.
O vírus da Sars é transmitido principalmente por meio de gotículas de saliva ou catarro. Os principais sintomas são febre e dor de cabeça, tosse seca, dificuldade respiratória, náuseas e perda de apetite e rigidez dos músculos e articulações.
O Brasil apresentou apenas dois casos da pneumonia não confirmados. Em ambos os casos os pacientes se recuperaram.

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