Jerusalém A decisão de princípio do Governo israelense de expulsar o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, provocou advertências no mundo inteiro, enquanto milhares de palestinos anunciaram que combaterão até o último homem para defender seu líder.
Estados Unidos, França, Rússia e China expressaram sua oposição a uma expulsão do presidente Arafat, qualificando a iniciativa de erro grave. O secretário geral da ONU, Kofi Annan, estimou que a decisão é ''imprudente''.
Pouco epois de se conhecer na véspera esta decisão de princípio, nos territórios palestinos se registrou uma onda de manifestações de apoio a Arafat. Mais de 3.000 palestinos se reuniram em frente da Mukata, o quartel-general do líder palestino, para aclamá-lo. Arafat, de 74 anos, reafirmou mais uma vez que não tem intenção de abandonar o lugar.
Em Gaza, os manifestantes foram mais de 5.000. Outros milhares se concentraram em Nablus, Jenin e Tulkarem (Cisjordânia). No Sul do Líbano, as manifestações de refugiados palestinos reuniram cerca de 35.000 pessoas. Do lado israelense, o ex-primeiro-ministro e atual chefe da oposição Shimon Peres disse que a expulsão de Arafat seria um ''grande erro''.
O porta-voz do Departamento norte-americano de Estado, Richard Boucher, afirmou na véspera, sem referir-se especificamente à decisão israelense, que ''nossos pontos de vista sobre Arafat não mudaram. Continuamos pensando que é parte do problema, não da solução'' no Oriente Médio.

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