Paris O movimento popular contra a guerra, impulsionado por uma opinião pública que se opõe em massa a uma intervenção militar contra o Iraque, provocou uma mobilização sem precedentes que lançou às ruas de todo o mundo vários milhões de pessoas.
Sem levar em conta as mobilizações contra a guerra do Vietnã nos anos 70, as manifestações contra uma intervenção no Iraque alcançaram uma magnitude histórica, em particular a do dia 15 de fevereiro passado. O mundo assistiu a uma globalização das diferentes opiniões públicas nacionais.
No dia 15 de fevereiro, cerca de 10 milhões de pessoas se manifestaram em mais de 600 grandes cidades, desde a Cidade do México até Auckland e desde o Rio de Janeiro até Tóquio, passando por Paris, Manila, Jerusalém e Calcutá.
Pelo menos em três países europeus, foram batidos recordes, já que se registraram as maiores mobilizações do pós-guerra: três milhões de pessoas em Roma, 600 mil em Berlim, dois milhões na Grã-Bretanha e quatro milhões na Espanha, segundo os organizadores.
As manifestações mais maciças se registraram nos países cujos governos apóiam a política bélica de Washington: Itália, Grã-Bretanha, Espanha e Austrália (500.000 pessoas).
Mas a oposição à guerra não se restringe somente à Europa. O governo do presidente norte-americano George W. Bush tem enfrentado uma opinião pública muito dividida em seu próprio país. Assim, no dia 15 de fevereiro, cerca de 250.000 pessoas desafiaram o frio polar em Nova York para manifestar-se contra a guerra. Os manifestantes foram mais de 25.000 em Los Angeles e 100.000 em San Francisco. As pesquisas de opinião demonstram que uma maioria de norte-americanos acha que Washington não deve intervir sem o apoio de seus aliados.
Desde 15 de fevereiro, a mobilização cresceu nos Estados Unidos.

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