Mundo condena experiência de forma veemente
Mundo condena
experiência de
forma veemente
Os testes nucleares paquistaneses provocaram uma condenação generalizada no mundo. O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, depois de se dizer preocupadíssimo com os testes, anunciou que imporá sanções contra o Paquistão. A China manifestou também sua profunda decepção e mostrou de maneira tácita sua preocupação ao anunciar o fato, do qual estava informada antecipadamente por ser aliada próxima ao Paquistão. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhu Bangzao, disse que Pequim sempre defendeu a completa proibição e destruição de armas nucleares e sua oposição a qualquer forma de proliferação nesse sentido.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, deplorou por sua vez os testes e lamentou os testes indianos de 11 e 13 de maio passados, já que exacerbam as tensões numa relação difícil. A França condenou os testes, segundo anunciou um comunicado da chancelaria. A nota diz que o governo lamenta que o Paquistão tenha desconsiderado os pedidos de interromper estes testes.
Como presidente da União Européia, a Grã-Bretanha deu instruções ao seu Alto Comissário em Islamabad para que transmita imediatamente um enérgico protesto ao governo do Paquistão. Londres está consternada por essa ação que aumenta sua preocupação quanto ao desenvolvimento da proliferação nuclear e de mísseis na Ásia do Sul, da escalada da tensão nessa região, informou um comunicado.
A Otan, com três potências nucleares (EUA, França e Grã-Bretanha) reagiu menos de duas horas depois dos testes, condenando com firmeza a escalada nuclear dos dois países, que atentam contra a segurança da região, segundo seu secretário-geral Javier Solana.
Também o Japão estuda a adoção de sanções contra o Paquistão em protesto contra os deploráveis testes. O Japão é o primeiro fornecedor de ajuda econômica à Nova Deli, assim como Islamabad. No transcurso do ano fiscal, que terminou em março passado, Tóquio entregou US$ 45 milhões em doações ao Paquistão e US$ 440 milhões em forma de empréstimo com pequena taxa de juros. Durante o mesmo período, o Japão concedeu US$ 1,1 bilhão à Índia em forma de empréstimos para desenvolvimento.
A Alemanha condena os testes nucleares paquistaneses, indicou por sua vez o ministro das relações exteriores Klaus Kinkel, enquanto a Rússia se mostrou profundamente preocupada. Estes testes se efetuaram apesar dos insistentes apelos da comunidade internacional a Islamabad e significam uma ameaça real de proliferação de armas nucleares no planeta, afirmou o ministério russo.
A organização encarregada de vigiar o Tratado de Proibição dos Testes Nucleares (CTBTO) qualificou em Viena os testes de ato contrário à tendência geral para uma proibição dos testes nucleares. A decisão do Paquistão de fazer testes nucleares me preocupa tanto como a da Índia, disse o secretário-geral da comissão preparatória para o CTBTO, Wolfgang Hoffmann.
O governo brasileiro também se manifestou. Em nota da chancelaria, em Brasília, o Brasil lamenta profundamente a decisão do governo paquistanês e teme que aconteça uma corrida armamentista na região.





