Mundo condena decisão de Netanyahu
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de fevereiro de 1997
Reuter, de Paris 
ProtestoMilhares de palestinos promovem protesto contra a decisão israelenseOs Estados Unidos e a França buscaram ontem acalmar a tensão no Oriente Médio depois de Israel ter anunciado planos para a construção de novas casas judaicas na árabe Jerusalém Oriental, atraindo a condenação mundial. Analistas disseram que a decisão pode provocar uma nova onda de violência ampliando o conflito árabe-israelense.
Desafiando objeções dos Estados Unidos e da Europa e advertências palestinas, ministros israelenses aprovaram na quarta-feira a construção de uma nova vizinhança judaica de 6.500 casas em território capturado na Guerra dos Seis Dias de 1967. Palestinos vêem a iniciativa de ampliar o cerco de casas judaicas em torno da metade árabe de Jerusalém como uma tentativa de consolidar o domínio israelense sobre toda a cidade sagrada. O radical Movimento de Resistência Islâmica Hamas pediu por uma escalada de maciça resistência em resposta ao que considerou uma declaração de guerrra contra a existência árabe em Jerusalém.
A decisão israelense é vista como uma concessão de Netanyahu a seus partidários mais radicais.
A União Européia anunciou que deplorava profundamente a iniciativa e reafirmou que assentamentos em territórios ocupados são uma contravenção a leis internacionais e um grande obstáculo à paz.
A Rússia chamou a decisão de mal avaliada e o primeiro-ministro japonês, Ryutaro Hashimoto, afirmou ao visitante chanceler israelense, David Levy, que ela era um elemento negativo para o processo de paz no Oriente Médio.
Em Nova York, Estados árabes pediram a realização de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para forçar Israel a cancelar o projeto. A Liga Árabe promoverá no domingo uma reunião extraordinária a fim de avaliar a situação.


