WashingtonO presidente de Estados Unidos, George W. Bush, estimou que o ataque israelense na Faixa de Gaza ''não contribui para a paz'', declarou ontem a Casa Branca. ''O presidente havia dito antes que Israel deve ser cuidadoso com as consequências de suas ações (...) e o presidente crê que esta atitude radical não contribuiu para a paz'', disse o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.
Fleischer acusou Israel de ter planejado deliberadamente o ataque. ''Foi um ataque deliberado contra este objetivo, realizado sabendo-se que implicaria a morte de inocentes'', afirmou.
Para Washington, a operação israelense é mais que inoportuna.
Annan
O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, deplorou o ataque israelense contra a Faixa de Gaza, revelou o porta-voz da ONU Fred Eckhard. ''Israel é legal e moralmente responsável pelas medidas para prevenir a perda de vidas inocentes. Está claro que não cumpriu isto ao usar um míssil contra um prédio de apartamentos'', assinalou Eckhard em um comunicado.
Segundo o porta-voz, Annan telefonou ao governo israelense para pedir o fim de tais ações e o respeito ''ao direito humanitário internacional''.
União Européia
O ministro dinamarquês das Relações Exteriores, Per Stig Moeller, cujo país exerce a presidência da União Européia (UE), condenou o ataque aéreo israelense contra a Faixa de Gaza. ''Este ataque é totalmente inaceitável'', declarou à agência dinamarquesa Ritzau.
O chanceler deu os pêsames, em nome da Dinamarca e da UE, às famílias das vítimas palestinas.
Por seu turno, o alto representante para a Política Externa e de Segurança da União Européia (UE), Javier Solana, ''condenou firmemente'' a incursão aérea de segunda-feira em Gaza.
Rússia
O ministério russo das Relações Exteriores condenou ontem o ataque aéreo israelense contra a cidade de Gaza. ''Moscou está seriamente preocupado com a notícia'' do ataque israelense, declarou o porta-voz da chancelaria, Alexander Yakovenko, citado por agências russas.
Londres
O bombardeio realizado pelo exército israelense em Gaza, na noite desta segunda-feira, é inaceitável e contraproducente, declarou o ministério britânico das Relações Exteriores. ''Apesar de Israel estar autorizado a tomar medidas para se proteger de ataques terroristas, estas não devem ser desproporcionais, nem excessivas'', afirmou um porta-voz do ministério.
Qatar
O Qatar, que preside a Organização da Conferência Islâmica (OCI), qualificou de ''carnificina'' o ataque aéreo sobre Gaza. Um alto funcionário do ministério das Relações Exteriores do Qatar, citado pela agência oficial QNA, declarou que ''essa carnificina representa uma continuação da política israelense de repressão e de matanças cometidas contra o povo palestino''.

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