Mundo celebra 2006 para esquecer ano difícil
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segunda-feira, 02 de janeiro de 2006
France Presse 
Os fogos de artifício iluminaram na madrugada de sábado para domingo o céu do planeta para celebrar a chegada de 2006, depois de um ano marcado por uma série de catástrofes naturais e atentados terroristas.
Os festejos, celebrados em diferentes momentos em todo o globo por causa do fuso horário, começaram na Oceania e foram concluídos no continente americano. Quase todas as cidades do mundo intensificaram os dispositivos de segurança por causa dos temores de violência.
No Brasil, Os shows e os 19 minutos de queima de fogos atraíram mais de 2 milhões de pessoas à praia de Copacabana, na zona sul do Rio. Cerca de 1,3 milhão de pessoas festejaram a entrada do Ano Novo em outros oito pontos da cidade. A festa custou R$ 4,9 milhões à prefeitura, sendo R$ 3,2 milhões gastos em Copacabana.
Os fogos foram detonados no mar, em oito balsas a 360 metros da areia. Foram 150 toneladas de material pirotécnico, dos quais 25 toneladas de pólvora. A chuva, que ameaçava atingir o Rio desde a tarde, só começou meia hora depois da virada do ano, fazendo com que parte do público antecipasse a volta para casa, durante a apresentação de escolas de samba nos três palcos montados em Copacabana.
Em Nova York, centenas de milhares de pessoas compareceram à célebre Times Square para festejar a chegada do Ano Novo, em meio a um forte esquema de segurança e com temperatura inferior a zero grau. A multidão explodiu em gritos e abraços durante a descida da tradicional bola luminosa de meia tonelada, decorada com mais de 500 triângulos de cristal, que marcou o início do novo ano.
Toda a Ásia programou atividades especiais para receber o Ano Novo. Hong Kong organizou um espetáculo de som e luz gigantesco no famoso porto de Victoria. Em Pequim, os sinos ressoaram 12 vezes e os tambores deram as boas-vindas a 2006. Este ambiente festivo na Ásia contrastou com o do ano passado, quando as orações e os pedidos de ajuda substituíram a alegria e a festa, depois da passagem da tsunami em 26 de dezembro que deixou mais de 220.000 mortos.
Na Indonésia um atentado com carro-bomba em um mercado da província de Sulawesi (centro) deixou oito mortos e 48 feridos, mesmo com as forças de segurança em estado de alerta por causa do medo de eventuais ataques terroristas, como os registrados em 2005 em todo o mundo, de Bali a Londres passando por Bagdá ou Nova Délhi.
Na Europa as celebrações se estenderam à maioria das capitais, apesar das baixas temperaturas e da tensão entre Rússia e Ucrânia pelo início da interrupção do fornecimento de gás por parte da gigante russa Gazprom ao território ucraniano na manhã deste domingo.
Em Paris, 500.000 pessoas, segundo a polícia, celebraram o Ano Novo na avenida Champs Elysées, que este ano contou com um rígido esquema de segurança para evitar maiores incidentes. Em todo o país foram queimados 425 veículos durante a última noite de 2005, contra 330 carros incendiados no ano anterior. Além disso, a polícia prendeu 362 pessoas.
Em Berlim, capital da Alemanha, um milhão de pessoas, segundo os organizadores, deram as boas-vindas ao ano da Copa do Mundo, que começou como 2005, com temperaturas muito baixas (-1 grau).


