Mundo árabe saúda a bomba islâmica
Mundo árabe saúda a bomba islâmica
Primeiro-ministro da Índia propõe acordo ao Paquistão. Ambos os países não descartam a realização de novas explosões
Deutsche Presse
Apesar da forte tensão entre Índia e Paquistão, o primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, propôs ontem em Nova Délhi ao governo de Islamabad um acordo garantindo que um país não utilizará suas armas nucleares para atacar o outro.
No mundo árabe, a notícia de que o Paquistão detonou anteontem cinco bombas atômicas na quinta-feira foi recebida com benevolência. Enquanto os governos de países árabes e muçulmanos evitaram condenar Islamabad, os meios de comunicação consideraram os testes paquistaneses uma medida justificada em vista das explosões realizadas pela Índia e saudaram o advento de uma bomba islâmica. Os editoriais dos principais jornais árabes aproveitaram para se referir ao potencial atômico de Israel, lembrando que o Estado judeu não recebe ameaças de sanções dos Estados Unidos.
Peritos militares e do serviço secreto norte-americano duvidam que o Paquistão tenha detonado cinco bombas atômicas como anunciou e acreditam que houve apenas duas detonações. Segundo o jornal The Washington Post, os aparelhos registraram um sinal sísmico muito leve, o que indica duas explosões simultâneas. Isso significaria, de acordo com o jornal, que o Paquistão fará novos testes nucleares.
O Conselho de Segurança da ONU deplorou ontem os testes nucleares do Paquistão e pediu que os dois países não façam mais provas. Governos de todo o mundo, notadamente no Ocidente, condenaram fortemente as explosões.





