MUNDO ÁRABE - Protestos na Líbia matam centenas, afirmam EUA
Os protestos contra o regime do ditador Muamar Kadhafi, a exemplo dos levantes ocorridos em outros países árabes, provocou mortes. A falta de liberdade de imprensa no país impede, no entanto, que seja divulgado com rigor o número exato de vítimas fatais registrados.
A informação é da organização Human Rights Watch, que colheu dados junto a fontes médicas e testemunhas. O Departamento de Estado americano, no entanto, afirmou ter recebido informações confiáveis de que haveria centenas de mortos e feridos na Líbia. E pediu às autoridades de Trípoli que autorizem manifestações pacíficas, seguindo recomendação feita anteriormente pela União Europeia.
Os Estados Unidos estão muito preocupados com os informes alarmantes e imagens procedentes da Líbia, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley.
Um médico na cidade de Benghazi afirmou que viu pelo menos200 corpos de manifestantes mortos pelas forças de segurança de Kadhafi nos últimos dias. Testemunhas afirmam que uma mistura de soldados de elite, mercenários estrangeiros e apoiadores de Gaddafi atacaram os manifestantes com facas, rifles e armas de fogo mais pesadas.
Benghazi vem sendo o centro da revolta dos líbios contra o ditador, que está há 42 anos no poder. O movimento foi inspirado pela queda dos governantes no Egito e na Tunísia. O governo não divulgou nenhum número sobre vítimas nem fez comentários oficiais sobre a violência.
● País situa-se no Norte da África, banhado pelo mar da Líbia, por uma parte do mar Mediterrâneo e ladeado pelo Egito e pela Tunísia
● É um porto marítimo na Líbia e sua segunda maior cidade. Foi fundada pelos gregos no século VII a.C. com o nome de Hespérides e possui hoje em torno de 800.000 habitantes





