Curitiba - A comunidade judaica no Brasil acompanha atentamente a evolução do estado de saúde do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon. Segundo o rabino Sami Goldstein, representante da Comunidade Israelita do Paraná, vários fiéis comparecem às sinagogas para fazer orações pelo premiê.
''Nós estamos unidos numa corrente de orações pelo restabelecimento de Sharon. Estamos na mão de Deus agora. Rezamos para que Deus faça com que nosso primeiro-ministro se restabeleça ou para que sofra o menos possível'', afirmou Goldstein.
O número de fiéis nas sinagogas aumentou com o início do Shabbat, o dia sagrado de descanso dos judeus que tem início com o pôr-do-sol na sexta-feira e estende-se até a noite de sábado. ''Estamos também orando para que Deus conduza os destinos da nação Israel da melhor maneira possível e que ilumine o coração dos homens, em busca da paz que almejamos'', ressaltou o rabino.
Goldstein elogiou as atitudes de Sharon como chefe de governo de Israel nos últimos cinco anos. Por seu passado como militar, que incluiu operações contra os palestinos, Sharon era visto como um líder linha-dura quando foi eleito primeiro-ministro em 2001. ''Eu creio que Ariel Sharon proporciounou vários avanços para o povo israelense, inclusive indo muito além das expectativas de todos. Ele era tido como de linha-dura, mas mostrou ser um dos primeiros-ministros mais flexíveis na condução do processo de paz'', destacou.
O rabino acredita que independente do que venha a acontecer com Sharon, o processo de paz entre israelenses e palestinos não deve ser afetado. ''O processo não vai sofrer modificações, pelo menos pelo lado israelense. É uma estrada que já está pavimentada, e acredito que agora as negociações só tendem a avançar'', afirmou Goldstein.

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