Multidão vai ao enterro de Kadyrov
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segunda-feira, 10 de maio de 2004
Agência Folha 
São Paulo - O presidente da Chechênia, Akhmad Kadyrov, foi enterrado ontem em uma cerimônia tradicional em sua cidade natal, um dia depois que o líder apoiado por Moscou foi morto na explosão de uma bomba em Grosni, capital tchetchena, que ameaça os esforços de Moscou de estabilizar e controlar a república separatista russa.
Milhares de pessoas foram a Tsentoroi, cidade natal de Kadyrov, no sudeste da Chechênia, segundo a mídia russa. A rede de TV NTV mostrou milhares de pessoas em volta do caixão de Karyrov, coberto com uma manta branca.
Kadyrov, 52, considerado pelos separatistas chechenos um fantoche do presidente russo, Vladimir Putin, e um traidor, participava com alguns de seus principais auxiliares de uma cerimônia para celebrar a vitória contra a Alemanha na Segunda Guerra (1939-45). Às 10h35 (3h35 de Brasília) ouve uma explosão na tribuna de honra, que matou Kadyrov e outras pessoas.
O número de mortos varia entre sete, segundo a mídia russa, e 24, de acordo com o centro médico de emergência de Grozni. Os feridos estariam em torno de 50. Entre os mortos há uma criança de oito anos e Adlan Khasanov, fotógrafo da agência de notícias Reuters.
Segundo a imprensa russa, também morreram no atentado Khusein Isayev, presidente do Conselho de Estado da Tchetchênia, e Eli Isayev, ministro das Finanças da república.
O centro médico de emergência de Grozni disse anteontem que 24 pessoas foram mortas, mas o vice-ministro de Situações de Emergência da Chechênia, Akhmed Dzheirkhanov, declarou ontem que seis pessoas foram mortas e 57 ficaram feridas. Dzheirkhanov afirmou que equipes de resgate do centro médico de emergência tinham contado alguns dos feridos como mortos.


