O secretário-geral da Liga Árabe, Esmat Abdel Meguid, saudou os sacrifícios da mulher palestina, que, segundo ele, contribuem para a derrota do ‘‘nazismo israelense’’, em um discurso durante a primeira reunião de cúpula da mulher árabe.
As mulheres palestinas ‘‘que sacrificam seus filhos pela pátria oferecem o que elas mais amam para apoiar o povo e obter a derrota do nazismo israelense’’, declarou Abdel Meguid, provocando a ovação de 19 delegações presentes.
O encontro foi aberto pela primeira-dama do Egito, Suzanne Mubarak, na presença de várias mulheres de chefes de Estado. Suzanne classificou a reunião de tribuna de protesto contra as ‘‘injustiças’’ infligidas aos palestinos.
A primeira-dama egípcia fez uma breve alusão aos preconceitos sociais que prejudicam o desenvolvimento da mulher árabe. ‘‘Esta reunião de cúpula é nossa voz de protesto contra a injustiça flagrante infligida ao povo palestino em luta, a voz da metade da população do mundo árabe contra as violações cometidas contra as mulheres e as crianças palestinas’’, disse.
Esta primeira reunião de cúpula da mulher árabe foi convocada inicialmente para debater a condição da mulher no mundo árabe, mas a pauta acabou sendo dominada pela Intifada, rebelião palestina que já dura sete anos. O encontro, patrocinado pela Liga Árabe, termina amanhã.
As participantes estão discutindo vários temas, entre eles os efeitos da herança cultural no papel da mulher árabe, os meios para promover a participação da mulher no processo de tomada de decisões políticas e a promoção de ONGs de apoio às mulheres.
Entre as participantes estão a mulher do líder palestino Yasser Arafat, Soha; a rainha da Jordânia, Rania; e a mulher do presidente do Líbano Emile Lahoud, Andrée.
Dezoito dos 22 membros da Liga Árabe assistem à reunião, mas nove deles estão representados por personalidades menos importantes: Líbia, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Tunísia, Síria, Iêmen, Argélia e Mauritânia. Os quatro países que não participam são Arábia Saudita, Catar, Omã e Comores.

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