Mulheres marcham contra a pobreza e a violência
CELEBRAÇÃO Mulheres marcham contra a pobreza e a violência Manifestações em todo o mundo marcam o Dia Internacional da Mulher France PresseTRISTE REALIDADEÀs vésperas do século 21, as mulheres em todo mundo ainda têm como meta a luta contra abusos, espancamentos, mutilações e pela dignidadeFrance PresseVestidas de preto, as chilenas aproveitaram a celebração do seu dia para exigir punição ao ex-ditador PinochetFrance PresseEm Genebra, cortejo colorido de duas mil mulheresFrance PresseAto na Guatemala: mulheres foram a notícia do diaFrance PresseDeputadas chegam ao parlamento libanês. Apesar de diferenças culturais, as mulheres se uniram na marcha, que acontece até outubro, em torno de objetivos comunsFrance PresseManifestantes em Gaza: A Anistia Internacional considera que houve poucos avanços nos direitos da mulher desde a conferência mundial de Pequim, em 1995 Associated Press De Genebra Carrinhos de bebê, balões e varais simbólicos encheram a praça em frente ao prédio das Nações Unidas ontem quando mais de 2000 mulheres deram início à primeira fase da marcha global para denunciar a pobreza e a violência contra a mulher. Mas enquanto as canções pela paz e justiça ecoavam sob o sol da primavera na Suíça em um dos muitos eventos para marcar o Dia Internacional da Mulher, em muitas outras partes do mundo o silencioso sofrimento feminino continuava. Veja as mulheres pedindo esmolas. Elas estão por toda parte, disse Zainab, uma mulher entrevistada nas ruas frias de Kabul, Afeganistão. Ao redor dela, mulheres estendiam as mãos em um gesto desesperado para sustentar suas famílias. Muitas delas perderam seus maridos no longo conflito afegão mas não podem trabalhar por causa do estrito código islâmico da milícia Taleban. O Taleban preparou uma cerimônia para mulheres no único hospital feminino de Kabul, com soldados brandindo fuzis AK-47 para afastar os homens. A Anistia Internacional considera que houve poucos avanços nos direitos da mulher desde a conferência mundial sobre o tema em Pequim, em 1995. Todo ano um grande número de garotas e mulheres são mutiladas, espancadas até a morte, queimadas vivas, estupradas, traficadas para propósitos domésticos ou sexuais primeiramente porque são mulheres, afirma a Anistia. A diretora-executiva do Unicef, Carol Bellamy, atacou a violência culturalmente sancionada. O Unicef afirma que o número de crimes de honra uma prática antiga na qual os homens matam as mulheres da família suspeitas de atividades sexuais fora do casamento estava crescendo. Em 1997 cerca de 300 mulheres foram mortas em nome da honra em apenas um Estado do Paquistão, enquanto houve cerca de 400 mortes no Iêmen. Na Índia, estima-se que cerca de cinco mil mulheres morreram porque seus parentes consideraram seus dotes insuficientes, disse o Unicef. Mesmo no Japão, uma em cada 20 mulheres disse ter sido ameaçada por seu marido e quase um quinto disse que foi obrigada a ter relações sexuais contra a própria vontade, segundo uma pesquisa do governo. Em Londres, cerca de 50 prostitutas mascaradas, vestindo elaboradas roupas, marcharam pelas ruas enquanto policiais tentavam dispersá-las. Elas protestavam contra uma proposta das autoridades de fechar os bordéis do bairro londrino de Soho. O papa João Paulo II homenageou o riqueza do talento feminino. O secretário-geral das Nações Unidas elogiou as qualidades conciliatórias das mulheres. A Unesco patrocinou uma operação chamada Mulheres fazem a notícia, onde centros de imprensa em países incluindo a Albânia, Bolívia, Jordânia e Tanzânia foram colocados sob o comando de mulheres jornalistas. Na Grã-Bretanha, o jornal Western Mail, publicado na cidade galesa de Cardiff, mudou seu nome ontem para The Western Femail. Cerca de duas mil mulheres participaram de um colorido cortejo em Genebra, dando início à Marcha Mundial da Mulher 2000. Espera-se que 3.500 grupos locais em 145 países participem em estágios diferentes da marcha, que termina no dia 17 de outubro em Nova York.





