Bagdá - Detentas iraquianas foram vítimas de humilhações e estupros na prisão de Abu Ghraib e algumas cometeram suicídio ou foram assassinadas por suas famílias para lavar a honra, segundo associações de defesa dos direitos humanos e testemunhas.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirma que 30 mulheres estavam presas em Abu Ghraib em outubro de 2003. A direção do estabelecimento afirma que apenas cinco estavam no local no início do mês de maio. Segundo o general americano Mark Kimmit, atualmente existem 78 detentas no Iraque, mas nenhuma em Abu Ghraib.
''Uma ex-presa, que identifiquei pela letra P, me contou sobre o estupro de sua companheira de cela em Abu Ghraib'', explicou Imán Khamas, que coordena em Bagdá a organização não governamental 'International Occupation Watch Center'.
''A vítima me afirmou que foi violentada 17 vezes em um mesmo dia por policiais iraquianos na frente de soldados americanos. Ela ficou inconsciente durante 48 horas'', explica Khamas.
Os depoimentos das mulheres são muito difíceis de comprovar porque, em uma sociedade tradicional como a iraquiana, o estupro de uma mulher é uma desonra para toda a família.

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