Mulheres cubanas concluem protesto inédito
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domingo, 21 de março de 2010
Folhapress 
As Damas de Branco, mulheres e mães de 75 presos políticos cubanos, concluíram ontem uma inédita semana de passeatas em Havana, desafiando as autoridades para pedir a libertação de seus parentes, que estão presos há 7 anos. ''Espero que não precisemos protestar no oitavo ano seguinte'', disse à imprensa Laura Pollán, líder das mulheres, durante a caminhada de ontem, que seguiu até a sede do Parlamento Nacional.
Vestidas de branco e levando flores nas mãos - gladíolos -, as Damas de Branco, mulheres e familiares dos 75 dissidentes cubanos presos em 2003, são a única oposição nas ruas de Havana ao governo de Fidel e Raúl Castro.
Reyna Luisa Tamayo, mãe do preso Orlando Zapata, de 42 anos, morto no dia 23 de fevereiro depois de dois meses e meio de greve de fome por melhores condições carcerárias, acompanhou as mulheres em suas marchas. O protesto tem como pano de fundo outra greve de fome e sede realizada pelo jornalista e psicólogo Guillermo Farinas.
O grupo iniciou suas atividades pouco depois das condenações de seus familiares a até 28 anos de prisão, acusados de servir a uma potência estrangeira (Estados Unidos), em uma detenção em massa que a dissidência batizou de ''Primavera Negra''.


