Paris - De Ellen Johnson Sirleaf na Libéria a Michelle Bachelet no Chile, passando por Angela Merkel na Alemanha, as mulheres assumem cada vez mais o governo de seus países, mas o fenômeno mundial não se traduz obrigatoriamente em progressos quanto à igualdade entre os sexos.
Da Europa à Ásia, passando por América, África e Oceania, as mulheres, sejam de direita ou esquerda, conquistam pelas urnas altos cargos, menos de um século depois de terem adquirido o direito ao voto.
Os Estados nórdicos foram por muito tempo precursores no que diz respeito à paridade e a britânica Margaret Thatcher, no poder de 1979 a 1990, foi um caso isolado entre os países ocidentais.
Agora, a onda feminina parece alcançar as grandes potências, com destaque para o caso da Alemanha, que elegeu em 2005, pela primeira vez em sua História, uma mulher como chanceler, Angela Merkel.
A pobre África não fica atrás e a liberiana Ellen Johnson Sirleaf, 67 anos, se tornou em janeiro a primeira mulher chefe de Estado desse continente.
Do outro lado do Atlântico, a ascensão de uma mulher à presidência dos Estados Unidos, a maior potência mundial, não é um tema tabu e a senadora Hillary Clinton figura como possível candidata democrata. O nome da secretária de Estado Condoleezza Rice também é citado pelos republicanos.
Em um gesto simbólico, Condoleezza Rice e Laura Bush, primeira-dama dos Estados Unidos, viajaram em janeiro para a Libéria para assistir a posse de Ellen Johnson Sirleaf.

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