O Tribunal de Zurique condenou a suiça Gisela Nischler, de 37 anos, a cinco anos e meio de prisão, pela morte de um menino paulista de quatro anos, através do uso sistemático de práticas de tortura. A criança havia sido adotada por ela em 1997 e a morte ocorreu oito meses depois.
A sentença, anunciada na quinta-feira, fala em ''tentativa de morte premeditada''. O marido, o alemão Markus Nischler, foi condenado a 18 meses de prisão, por não ter reagido. Quatro pessoas, entre elas um juiz de instrução, um médico e um tutor, também foram julgados neste caso, por não terem reagido ou acreditado nas várias denúncias feitas pelo próprio pai e a irmã de Gisela. Os quatro foram absolvidas em outubro.
Gisela, que, irônicamente, havia sido adotada do Brasil quando bebê, já tinha dois filhos menores. Os maus tratos, segundo as investigações, começaram imediatamente e foram se intensificando na medida em que o menino não se ''ajustava'' às exigências da mãe.

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