Buenos Aires - Felisa Miceli, uma economista 'low profile', que até ontem de manhã era a presidente do estatal Banco de La Nación, a partir do meio-dia tornou-se na nova ministra da Economia da Argentina.
Miceli, que nos últimos meses aproximou-se da influente primeira-dama, a senadora Cristina Kirchner, substitui Roberto Lavagna, que ao longo da última semana havia entrado em uma perigosa rota de colisão com o irascível presidente Néstor Kirchner.
A saída de Lavagna do Ministério era esperada há meses, já que ele e Kirchner estavam divergindo há tempos sobre a forma de lidar com uma série de pontos da política econômica.
Além disso, Kirchner estava incomodado com as aspirações presidenciais de seu ministro. Para complicar, o ministro não estava conseguindo deter a inflação, o maior pesadelo deste governo.
Apesar dos problemas com o resto do gabinete presidencial e alguns setores empresariais, Lavagna foi um dos ministros mais populares a ocupar essa pasta, já que grande parte dos argentinos o considera como o homem que evitou que a crise financeira de 2001-2002 fosse pior ainda do que foi.

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