María Mourelle, de 91 anos, manteve seu filho, que ela diz ser mentalmente instável, preso num quarto por mais de 30 anos para evitar, segundo disse à polícia, ‘‘que ele se metesse em dificuldades’’. Seu filho Aurelio, de 72 anos, foi encontrado ontem pela polícia em uma despensa de apenas 2 metros quadrados junto à cozinha da casa de María no povoado de Coristanco, na Galícia. O chefe da Guarda Civil local disse que ao ser encontrado Aurelio tinha a aparência ‘‘de um Robinson Crusoe’’ (barba e cabelos compridos), mas que estava fisicamente bem, e foi conduzido a um hospital para ser examinado. O piso da despensa onde ele vivia estava coberto de feno e havia um pequeno orifício na parede pelo qual sua mãe lhe passava a comida e retirava os excrementos. María disse ter aprisionado o filho desde que os médicos lhe explicaram, há muitos anos, que não poderiam curar sua enfermidade mental, e que ela estava contrariada e muito preocupada em saber como riria viver sozinha agora. Os vizinhos conheciam há anos a situação de mãe e filho, mas optaram por não intervir no caso.

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