Cidade do Vaticano - Os Guardas Suíços, o microexército do Papa, que celebrarão no próximo ano cinco séculos de existência, não pretendem recrutar mulheres, segundo informou ontem seu comandante. Durante uma entrevista à imprensa, o coronel Elmar Theodor Mader, comandante da corporação vaticana desde o ano passado, precisou que ''talvez um dia tudo mude, mas não repentinamente nem sob suas ordens'', referindo-se à possibilidade da entrada de mulheres na corporação.
''Haveria muitos problemas, alguns do tipo disciplinar, devido à pequena dimensão dos quartéis, que só podem alojar 110 guardas, e pelo ambiente eclesiástico, que dificulta um serviço misto de guardas'', argumentou.
Amanhã 33 novos recrutas prestarão juramento em uma cerimônia solene na Corte de São Damasco, no Vaticano. A única corporação armada do Vaticano foi fundada no dia 21 de junho de 1505 pelo Papa Julio II, que pediu mercenários suíços para servir sob a bandeira dos Estados Pontifícios.
No próximo ano, começarão as celebrações do quinto centenário do famoso microexército, que terminarão um ano depois, com uma ''longa marcha'' de 26 dias, de Bellinzona, na Suíça, até Roma, passando por Milão.
Uma moeda de 20 franco-suíços e um selo serão cunhados pela Suíça para a ocasião. A pitoresca corporação militar, cujos trajes renascentistas foram desenhados por Michelangelo, segundo a lenda, garante a segurança do Vaticano e do Papa, incluindo sua proteção pessoal, graças ao conhecimento das artes marciais.
''O terrorismo não afetou a maneira de prestar serviço'', declarou o coronel Mader, precisando que ''têm ordens de maior atenção durante as cerimônias religiosas de massa''.

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