São Paulo - Um tribunal de Gales condenou ontem à prisão perpétua Sara Ege, de 33 anos. Ela é acusada de espancar seu filho de 7 anos até a morte. O crime foi cometido em julho de 2010 e motivado porque a criança não teria decorado trechos do Alcorão.
Ege, de origem indiana, foi considerada culpada pelos crimes de homicídio e obstrução de justiça em júri popular, em Cardiff (Gales), no começo de dezembro.
O juiz Wyn Williams disse que sua decisão foi tomada levando em conta que não era a primeira vez que Yaseen, filho de Ege, era agredido. ''A violência que você cometeu contra seu filho não se limitou a um dia. Estou convencido de que, durante três meses, ele apanhou regularmente.''
Outra circunstância agravante foi o fato de que, após matar o filho, Ege tentou queimar o corpo de Yaseen. Inicialmente a polícia acreditou que o menino havia morrido em um incêndio, mas um exame legista determinou que Yaseen havia falecido horas antes.
Yaseen tinha sido inscrito na mesquita local para se transformar em ''Hafiz'' - um especialista em islã que memoriza o Alcorão - seguindo assim os passos de sua mãe, que quando menina participou de concursos onde demonstrou seu conhecimento do livro religioso recitando passagens inteiras de cor.
No entanto, a dificuldade que Yaseen mostrava para lembrar várias passagens a ''frustrava cada vez mais'' e, movida pela raiva, espancou o menino até que ele caiu enquanto murmurava trechos do Alcorão.
Quando voltou para ver a criança, dez minutos depois, ele estava tremendo no chão, onde morreu devido aos ferimentos internos que sofreu na região do abdômen. Ege foi detida semanas após o crime e está, desde então, em uma instituição psiquiátrica.

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