Jerusalém - Um atentado suicida ontem em Jerusalém Oeste foi cometido por uma palestina, a primeira mulher da Intifada (levante palestino contra a ocupação israelense de territórios árabes) que morre em uma ação deste tipo, segundo os primeiros elementos da investigação, assinalou uma fonte policial israelense.
A explosão causou a morte de um octogenário israelenese e da mulher kamikaze, segundo fontes policiais. Esta é a primeira vez que uma mulher morre em um atentado suicida, embora já no passado algumas palestinas agissem como cúmplices em ataques suicidas, assinalou a polícia. Segundo a televisão do movimento xiita libanês Hezbolá, a palestina era uma estudante da Universidade Al-Najah, na cidade de Nablus (Cisjordânia).
Uma carga explosiva muito forte, reforçada com pedaços de metal, foi utilizada no atentado, que ainda não foi reivindicado. Trinta e sete pessoas feridas foram hospitalizadas, duas delas em estado grave.
Várias dezenas de pessoas impactadas receberam assistência médica, o que leva a mais de cem o número de pessoas atendidas. A explosão ocorreu em frente à vitrine de uma sapataria, no centro de Jerusalém Oeste, na rua Jaffa, onde já ocorreram três atentados sangrentos nos seis últimos meses. Desde o início da Intifada, em 28 de setembro de 2000, 1.168 pessoas morreram, das quais 886 palestinos e 251 israelenses.
Ataque cardíaco O chefe da polícia de Jerusalém, comandante Micky Levy, sofreu um ataque cardíaco pouco depois do atentado suicida, ontem. O comandante Levy, 40 anos, sofreu um mal-estar quando se dirigia ao local do atentado, na rua Jaffa. Foi levado a um hospital, onde desmaiou, vítima de um grave ataque cardíaco. Segundo os médicos, ele foi levado a uma sala de reanimação antes de ser operado. Seu estado é estável.
A direção palestina condenou o atentado suicida e exigiu a volta do emissário americano Anthony Zinni ao Oriente Médio. ‘‘A direção palestina condena energicamente o atentado suicida contra civis israelenses em Jerusalém e exige a volta imediata do emissário americano para o Oriente Médio, Anthony Zinni’’, indicou um porta-voz oficial palestino em um comunicado.

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