Montevidéu- A eleição presidencial no Uruguai, que realiza no domingo o segundo turno entre o candidato de esquerda José Mujica (Frente Ampla) e o de centro-direita Luis Alberto Lacalle (Partido Nacional), manterá a coalizão de esquerda no poder, mas remodelará o jogo de forças partidário.
A opinião é do analista político Óscar Bottinelli. ''Mujica fará um governo mais normal em termos de negociação política do que foi o de Tabaré Vázquez (atual presidente), que teve carta branca do partido'', diz.
O analista é também professor titular do Instituto de Ciência Política da Universidade da República e diretor do instituto de pesquisas Factum. Segundo levantamento do instituto, Mujica será eleito com 51% dos votos, contra 42% de Lacalle.
O respaldo partidário ao presidente é fundamental no Uruguai, onde vigora o sistema ''semiparlamentar'', como assinala Bottinelli. O mandatário depende do aval do Congresso para designar ministros e dirigentes das empresas estatais. Vázquez governou enquanto a Frente Ampla tinha maioria absoluta no parlamento e apoiou sem condições suas escolhas.

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