O presidente cubano Fidel Castro, o futebol, um condenado à morte norte-americano ou o fundador da seita chinesa Falungong: como todos os anos, a edição 2001 do Prêmio Nobel da Paz deu lugar a um bom número de candidaturas insólitas.
Exemplo disso, um deputado democrata-cristão sueco achou que era chegada a hora de fazer o futebol, através de sua federação internacional, a FIFA, ser a recompensado por seus ''justos méritos''. Aparentemente pouco inteirado do problema de vandalismo dos torcedores ou da violência nos estádios, o parlamentar defendeu sua opção alegando que ''acontecimentos notáveis ligados ao futebol permitiram estabelecer boas relações entre os povos''.
Um de seus colegas noruegueses, Hallgeir Langeland (esquerda socialista), propôs o presidente cubano, Fidel Castro, que chegou ao poder em 1959 com a vitória da guerrilha sobre o regime de Batista. ''Quem dá preferência às pessoas, ao direito de voto ou o acesso à escola, à saúde, à moradia e à alimentação como em Cuba?'', argumentou o deputado.
Outro candidato com poucas possibilidades é o norte-americano Stanley ''Tookey'' Williams, condenado à morte nos Estados Unidos por quatro assassinatos. Sua candidatura foi proposta pelo parlamentar suíço Mario Fehr, militante contra a pena capital.
O fundador da seita chinesa Falungong, Li Hongzhi, cuja candidatura foi promovida por uma ampla campanha internacional, também não tem muitas possibilidades de ganhar o prêmio. Mas, por precaução, o Governo chinês, que emitiu uma ordem de prisão internacional contra ele, já manifestou sua oposição ''à utilização do Nobel da Paz para fins políticos'', deixando clara a rejeição a tal escolha.
A lista de candidaturas é mantida em segredo pelo Comitê Nóbel, mas muitas delas são reveladas pelas pessoas que as propuseram. Milhares de pessoas em todo o mundo têm o direito de apresentar candidaturas: os premiados anteriores, os parlamentares e os ministros de todos os países, alguns professores universitários e os próprios membros do Comitê Nobel.

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