France PresseA Rainha-Mãe aos 97 anosQuatro gerações da família real britânica e centenas de admiradores anônimos comemoraram ontem os 97 anos da rainha-mãe Elizabeth, decana da realeza européia. Os mais fervorosos admiradores da monarquia, alguns presentes desde domingo nos jardins de sua residência londrina de Clarence House, - seguindo um ritual tradicional - esperavam a rainha-mãe para oferecer-lhe flores, cartões de felicitações, bolos e poemas.
A Rainha-mãe os saudou na primeira vez em companhia de seu neto Andrew, que logo partiu para disputar um torneio beneficente de golfe.
A ‘‘rainha-avó’’, como a chamam carinhosamente os britânicos, caminhava apoiando-se apenas numa bengala, enquanto saudava os admiradores. Para voltar a sua residência usou um pequeno automóvel elétrico conduzido por um chofer.
Nem os escândalos que sacudiram a família real nos últimos anos atingiram Sua Majestade Elizabeth Angela Margareth, que vive uma história de amor com seus súditos desde que subiu ao trono em 1937, quando seu marido George VIII tornou-se Rei, após a abdicação de Edward VIII por amor à bela norte-americana Wallis Simpson.
Soberana por um capricho do destino e mulher de um rei sem grande expressão, a rainha Elizabeth conquistou o respeito e a admiração de seu país durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Em 1940, quando Londres era bombardeada pelos alemães, a Rainha se negou a fugir com suas duas filhas para o Canadá. ‘‘Minhas filhas não vão sem mim, e eu não vou sem o rei, e o rei não deixará a Inglaterra’’, disse enquanto o palácio de Buckingham era atingido por uma bomba’’
Quando sua filha Elizabeth subiu ao trono em 1952, continuou ocupando o coração dos britânicos, tendo como única rival nesses anos Diana, ex-mulher de Charles.

mockup