Acampamento as-Saliya, Qatar A dúvida persistia ontem sobre o resultado da tentativa das forças norte-americanas em matar Saddam Hussein lançando, segunda-feira, quatro bombas de 960 kg sobre um bairro residencial de Bagdá. O prédio em que poderiam se encontrar o presidente iraquiano e seus dois filhos foi pulverizado no ataque.
Antes de decidir se foi um êxito ou um fracasso, as forças da coalizão ''necessiam de provs mais sólidas'',declarou à AFP o coronel Al Lockwood, porta-voz das forças britânicas no acampamento de As-Saliya, base do Comando Central americano (Centcom) em Qatar.
O presidente americano George W. Bush também se mostrou prudente. ''Não sei se (Saddam Hussein) sobreviveu'' aos últimos bombardeios, declarou ele em Belfast, durante uma coletiva à imprensa junto com o primeiro-ministro inglês Tony Blair.
Quatro bombas JDAM (Joint direct attack munition), de 960 kg cada uma, guiadas por satélite, foram disparadas contra uma casa de um bairro residencial de Bagdá. O alvo foi escolhido com base em informações da inteligência americana que mencionaram ''uma reunião de altos dirigentes iraquiano no lugar'', segundo o Centcom.
Nenhum balanço oficial da operação, realizada por um bombardeiro B-1B contra o bairro de Al Mansur foi divulgado até agora.
Antes de concluir sobre o resultado da missão, o ''Pentágono diz que precisa de provas mais sólidas'', afirmou o coronel Lockwood, segundo o qual as investigações ''poderão envolver análises de DNA''.
Nenhuma imagem de Saddam Hussein foi difundida nas 24 horas que se seguiram ao bombardeio. A televisão estatal do Iraque suspendou suas transmissões ontem.

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