Buenos Aires- Dois atentados antisemitas realizados em Buenos Aires na década de 90, um contra a Embaixada de Israel e outro contra a sede da AMIA, tiveram entre seus autores o líder xiita Imad Mughnieh, assassinado na Síria. No dia 17 de março de 1992 um carro-bomba reduziu a ruínas a sede diplomática israelense no bairro portenho da Recoleta, deixando 29 mortos e 200 feridos, segundo dados da chanceleria.
O atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) ocorreu no dia 18 de julho de 1994, provocando a morte de 85 pessoas e deixando 300 feridos. Após uma longa investigação judicial, que incluiu mudanças de juízes e a destituição de um magistrado, descobriu-se uma ligação do Irã com o violento ataque.
Em novembro de 2006, o juiz Rodolfo Canicoba Corral pediu a captura internacional de oito ex-altos funcionários iranianos e de Imad Mughnieh, ex-chefe do Serviço de Segurança Externa do grupo xiita libanês Hezbollah, abatido na terça-feira.
A lista da Interpol chegou a incluir o ex-presidente do Irã, Ali Rafsanjani (1989-1997); o ex-ministro das Relações Exteriores, Ali Akbar Velayati; o ex-embaixador em Buenos Aires, Hadi Soliemampour; o ex-titular do serviço secreto, Ali Falahian; outros três diplomatas e Mohsen Rezai, ex-comandante dos Pasdaran (Guardiães da Revolução).

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