Mudança na imigração não é anistia
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Folhapress 
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou ontem que a decisão de permitir vistos de trabalho a jovens latinos que imigraram ilegalmente quando crianças não é anistia nem visto permanente. A medida foi divulgada pelo governo americano na manhã desta sexta. ''Isso não é uma anistia. Não é uma imunidade. Não é um passo para a cidadania, nem para a residência permanente'', disse o mandatário, que destacou os benefícios da medida aos jovens e considerou ''injusta'' sua deportação ''a um país que não conhecem com uma língua que não falam''.
''Não faz sentido expulsar jovens talentosos, que por todas as intenções e propósitos são americanos, simplesmente pelas ações de seus pais ou de políticos''.
No entanto, Obama advertiu que a liberação será em caráter temporário. ''É uma medida que nos permitirá concentrar nossos esforços com sabedoria, dando um pouco de alívio e esperança para esses jovens talentosos, motivados e patrióticos''.
Mais cedo, o governo americano anunciou que garantirá vistos de trabalho aos jovens imigrantes ilegais que vieram ao país quando crianças e, assim, diminuir as deportações.
A secretária da Segurança Interna, Janet Napolitano, disse em comunicado que as pessoas até 30 anos de idade que vieram para os Estados Unidos quando crianças e que não representem um risco para a segurança nacional serão elegíveis para permanecer no país e autorizados a solicitar autorização de trabalho.
''As leis da nossa nação de imigração deve ser aplicada de maneira firme e sensata'', disse Napolitano em um comunicado. ''Mas eles não são feitas para serem aplicadas cegamente, sem considerar as circunstâncias específicas de cada caso.''
As novas políticas de imigração vão afetar cerca de 800 mil imigrantes que não estão em situação legal, segundo duas autoridades disseram à Associated Press.
Segundo informações do New York Times, a nova política ignora a pressão do Congresso, majoritariamente republicano, e parcialmente atinge as metas do chamado ''Dream Act'', plano que estabelece um caminho para cidadania americana aos jovens que vieram para os Estados Unidos ilegalmente, mas que tenham frequentado a faculdade ou servido no exército.


