Muçulmanos pedem nova Intifada no fim do Ramadã
DPA
Pacificamente e sem incidentes, centenas de milhares de muçulmanos se reuniram ontem na mesquita de Al Aqsa, em Jerusalém, para as preces desta sexta-feira, o último dia do Ramadã, o mês sagrado da religião islâmica.
Em seu sermão, o xeque Mohammed Hussein exortou os fiéis a defenderem Jerusalém e a resistir aos planos israelenses de modificar o caráter islâmico da cidade. Para hoje espera-se outra grande concentração de muçulmanos em Jerusalém para celebrar a festa do Lailat al-Qadr, que lembra a entrega do Corão ao profeta Maomé.
Mais de 20.000 partidários do Hezbolá pró-iraniano celebraram ontem no Líbano a Jornada de Jerusalém, apelando para a volta da Intifada (a guerra das pedras), depois de terem perdido as esperanças nas negociações de paz com Israel.
O xeque Nasrallah chamou o presidente palestino Yasser Arafat e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de mais judeus que os próprios judeus, e estimou que o povo palestino não tem outra alternativa senão a pedra e o punhal.





