Muçulmanos lutam no Paquistão
Um dirigente provincial da Liga Muçulmana Paquistanês (LMP) foi assassinado ontem, em Karachi, num momento em que uma greve geral convocada por um grupo muçulmano xiíta paralisava o principal centro econômico do sul do país.
Najib Shah, de 50 anos, secretário-geral adjunto da LMP - liderada pelo primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif -, da província meridional de Sindh, foi assassinado em seu escritório por desconhecidos, indicou a polícia.
Segundo um porta-voz policial, que classificou o crime de ato de terrorismo, Shah é a quinta pessoa assassinada em Karachi nos últimos quatro dias.
Karachi sofre há vários dias uma onda de violência que opõe, segundo as acusações mútuas, movimentos extremistas muçulmanos xiítas e sunitas.
A greve, por sua vez, foi convocada pelo movimento xiíta Tehrik i Jafria Pakistan (TJP) depois dos asssassinatos no sábado de um de seus dirigentes, Safar Alí Bangash, e seu filho Rajab. A greve também visa protestar contra a morte de dois militantes mais de TJP, assassinados pelos Rangers (tropas paramilitares), durante uma manifestação posterior ao enterro de Bangash e seu filho.
O governo, por seu turno, mostra-se impotente para conter a onda de violência que ameaça lançar o país em um confronto assustador. As autoridades estão tentando negociar com as lideranças em greve, mas não há sinais de que o movimento possa ser contido de imediato.France PresseDestruiçãoGaroto pula em meio a pneus em chamas, em Karachi. Luta religiosa ampliou a violência no PaquistãoFrance Presse





