Muçulmanos do PR repudiam o ataque
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sexta-feira, 14 de julho de 2006
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Lideranças da comunidade islâmica repudiaram ontem, em entrevista coletiva no início da tarde de ontem, na Mesquita Imam Ali ibn Abi Tálib, em Curitiba, os ataques das Forças de Defesa de Israel contra o Líbano, que já resultaram na morte de pelo menos 76 civis.
Em um bombardeio na noite de quarta-feira contra a cidade de Srifa, no sul do Líbano, foram mortos o casal de libaneses naturalizado brasileiro Akil Merhi, de 34 anos, e Ahlam Jabir Merhi, 27, e seus dois filhos nascidos em Foz do Iguaçu, Hadi, 8, e Fatma, 4.
O presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná, Jamil Ibrahim Iskandar, disse que toda a comunidade muçulmana paranaense ''condena os ataques ao inocente Líbano e aos inocentes civis, sobretudo brasileiros'' e apela para o cessar-fogo imediato e pela recuperação da soberania do governo libanês. ''Buscamos em Deus Altíssimo o conforto para suportar tão dura perda e rogamos a Ele para que receba suas almas. Ao mesmo tempo, suplicamos a Deus para que a luz da Sabedoria Divina ilumine e sensibilize o coração e a mente dos governantes, para que a paz e o respeito imperem no Oriente Médio'', afirmaram os islâmicos, em nota distribuída à imprensa.
Segundo Iskandar, vivem no Paraná perto de 17,5 mil muçulmanos. A maior parte se concentra em Foz do Iguaçu: cerca de 12 mil. Outros 4 mil libaneses e descendentes se estabeleceram em Curitiba e os cerca de 1,5 mil restantes estão espalhados por outras cidades do interior do Estado. A preocupação da comunidade islâmica, afirmou Iskandar, é que nessa época, o Líbano recebe turistas de toda parte do mundo. Estima-se que 450 famílias brasileiras tenham viajado para lá, atraídas pela recuperação do País.


