Maputo (Moçambique) - Grupos pró e contra o presidente do Egito, Hosni Mubarak, enfrentaram-se com pedras e tiros na tarde de hoje (2), no Cairo. Até cavalos e camelos foram usados pelos manifestantes, que transformaram em campo de batalha a Praça Tahrir, que tem sido o palco das maiores manifestações conta Mubarak. O Exército acompanhou o confronto praticamente sem intervir.

Quando começou o período do toque de recolher, bombas de gás foram atiradas para dispersar a multidão. Várias pessoas ficaram feridas.

De acordo os manifestantes, o grupo favorável ao governo age a mando do presidente Mubarak, para tentar aterrorizar a população e diminuir a pressão popular pela sua saída.

Na tentativa de retomar o controle das ruas, Mubarak anunciou ontem que não vai concorrer a um novo mandato nas eleições presidenciais marcadas para setembro.

Hoje, a oposição repetiu que quer Mubarak fora do poder e do país até sexta-feira. Um dos principais líderes da oposição, o Prêmio Nobel da Paz Mohamed Elbaradei, chamou o posicionamento do presidente de "um truque" para manter-se no cargo.

Sem o apoio que esperava, do Exército ou da comunidade internacional, Mubarak hoje ouviu do secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, que é "inaceitável" um ataque aos manifestantes pacíficos.

"Estou profundamente preocupado com a violência contínua no Egito", declarou Ban Ki-moon, que está em Londres.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou ser "significativo que haja uma transição ordeira, que deve ser pacífica e começar agora". Mas o governo egípcio não aceita iniciar um processo de transferência de poder neste momento.

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