MRTA liberta outro refém da Embaixada
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sábado, 18 de janeiro de 1997
France Presse 
LIMA - O comandante Luis Valencia, chefe das operações da polícia antiterrorista peruana, foi libertado ontem, por razões humanitárias, pelos guerrilheiros que mantém, agora, 73 cativos, numa situação que já completou um mês.
O ex-refém abandonou a casa tomada por guerrilheiros esquerdistas em Lima, às 14 horas locais. Valencia é o chefe da operação do Grupo Delta da polícia antiterrorista peruana.
A libertação se concretizou a pedido do Comitê Internacional da Cruz Vermelha por causa de problemas de saúde, indicou o representante da CICR no Peru, Michel Minnig.
A última libertação de reféns por parte do Movimento Revolucionário Tupac Amaru aconteceu dia primeiro de janeiro, quando os rebeldes soltaram sete pessoas.
Garantia O presidente peruano, Alberto Fujimori, tentou tranquilizar o Japão, prometendo que resgatará todos os reféns presos na embaixada japonesa em Lima, segundo uma entrevista concedida ontem a uma emissora japonesa.
Como casos similares no passado, é imprevisível dizer quanto tempo durará, informou à rádio japonesa (NHK), depois que seu governo recusou uma proposta dos rebeldes do Movimento Revolucionário Tupac Amaru que pretendia a inclusão da Guatemala em uma mesa negociadora.
Nossa polícia persegue uma solução pacífica e o resgate dos 74. Responderemos com calma e prudência a todos e manteremos a segurança do país, continuou.
Fujimori reiterou o esclarecimento feito por seu ministro da Educação Domingo Palermo, que disse que a proposta de incluir a Guatemala nas negociações era inaceitável.


