France PresseNegociaçãoO grupo de negociadores entra na Embaixada tentando restaurar os entendimentos com o comando guerrilheiro do MRTA Os guerrilheiros que ocupam a sede diplomática do Japão em Lima anunciaram ontem a suspensão das negociações após constatarem a existência de um plano militar para invadir a embaixada tomada e resgatar os 72 reféns que têm em seu poder desde dezembro do ano passado.
A informação foi fornecida pelo chefe do comando de esquerda, Nestor Cerpa, em um comunicado divulgado por uma rádio de ondas curtas.
Cerpa destacou que seus homens detectaram ruídos no andar da mansão onde estão entrincheirados há mais de 11 semanas e descobriram que as forças de segurança estão construindo um túnel para penetrar no interior da embaixada japonesa com a intenção de retirá-los à força. ‘‘Tudo indica, digamos sem dúvida, que há intenção de um ataque militar’’, justificou.
Ele acrescentou que, devido a este fato, os guerrilheiros decidiram não participar do encontro marcado para hoje, com delegados do governo, e que buscam, desde 11 de fevereiro passado, encontrar uma solução pacífica para a crise.
Poucos minutos após Cerpa denunciar esta situação, três dos integrantes da Comissão de Negociadores - grupo criado para facilitar os contatos com os insurgentes - chegaram à embaixada para dialogar com os guerrilheiros, informou a AFP.
O delegado do Vaticano nas conversações, monsenhor Juan Luis Cipriani, o embaixador do Canadá em Lima, Antohony Vincent, e o representante da Cruz Veremlha, Michel Minnig, entraram na residência às 10H45 locais (12H45 de Brasília) para avaliar a situação denunciada pelos rebeldes.
Os negociadores haviam sido convocados pelas duas partes para atuar como mediadores, após o fracasso de ontem da nona rodada de conversações.
Os rebeldes do Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA), de tendência guevarista, exigem que o governo do presidente Alberto Fujimori liberte mais de 440 de seus companheiros presos para soltar o grupo de reféns da Embaixada.
O pedido foi enfaticamente negado pelo mandatário, que advertiu que não tem o intuito de libertar ‘‘nenhum terrorista preso’’.

mockup